Alta Ansiedade – A Matemática do Caos

Ontem um colega estava comentando sua reflexão sobre a morte da raça humana, o fim do mundo, tudo do ponto de vista científico. Eu entendo que as pessoas tenham mais preocupação com o fim do mundo do que com a própria morte. Talvez seja um recurso da mente de desviar o foco de algo mais importante e impactante a curto prazo para algo a longo prazo. Penso que a isso também pode-se dar o nome de dissonância cognitiva.

No vídeo eu identifiquei algumas coisas que eu defendo:
1) o conhecimento – ciência – refere-se à capacidade de prever eventos, de controlar fenômenos;
2) à imprevisibilidade determinística dá-se o nome de caos;
3) o cientificismo se baseia nos princípios dos cientistas teístas do projeto inteligente de vários séculos atrás, os quais defendiam a ordem da natureza, que o mundo é uma máquina e há explicação para tudo, porém há quase dois séculos o cientificismo usa uma leitura naturalista, isto é, não houve projeto, mas tudo foi originado no caos;
4) pode-se imaginar então que uma leitura caótica do mundo, em vez de uma leitura da ordem, possa finalmente ser mais coerente com o naturalismo; mas chega-se a um beco sem saída: lidar com o caos implica em lidar com fé; lidar com a ordem implica em lidar com a razão. Se pela razão os homens anularam a fé, negando o paradoxo de que a ordem da razão implica num autor, ao partirem para o estudo do caos, chega-se à inevitável conclusão de que o caos exige fé.

Finalmente, defendo que a fé é o fundamento da razão. Esta se origina daquela e ambas se ajustam e se complementam.

O vídeo – de certa forma e indiretamente – destrói as bases do cientificismo e do racionalismo; a reflexão que ele gera será diferente para cada pessoa. Alguns pensarão nos efeitos ecológicos – pois esta é a abordagem do final do vídeo -, outros pensarão nos efeitos sociais e relacionais, pois há um viés comunitário de um homem que é incapaz de pagar seu aluguel, além de citação de M. Luther King; outros pensarão sob o viés econômico e político, a abordagem do liberalismo ou do estadismo; outros, como eu, lidarão de forma filosófica e religiosa. Também há aqueles que pensarão que o vídeo é mero blá blá blá inútil, pois a mensagem dita não gerou qualquer reflexão.

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5 respostas em “Alta Ansiedade – A Matemática do Caos

    • Minhas objeções ao anarcocapitalismo, anarquismo libertário, ou qualquer forma de anarquismo, são relacionadas à sua inviabilidade histórica.

      Entretanto defendo a diminuição do poder estatal, defendo a liberdade de as pessoas conscientemente cometerem seus erros e assumirem suas consequências.

      Se algum dia – por motivo natural ou sobrenatural – os homens “evoluírem” moralmente para não precisar de tutela e governo, que assim seja. Antes disso, julgo que o governo – ainda que mínimo – é um inconveniente necessário.

  1. Considero a ideia de “não ser necessário” que as pessoas sejam moralmente boas uma mera especulação. Penso que qualquer sociedade precisa ser moralmente evoluída para que seja próspera, caso contrário, entrará em colapso. Mas o debate seria extenso, conforme se demonstrou nos tópicos lá do Mises.org.br.

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