Tudo começa em mim (…e em você)

Destacado

As pessoas em geral anseiam por transformar a realidade em que vivem. Em vários graus, cada um quer influenciar o seu meio e convívio; pode ser entre amigos, vizinhança, o bairro… até mesmo o mundo!

É possível ver claramente isso nas discussões políticas: direita ou esquerda? igualdade ou liberdade? justiça social ou meritocracia? caridade ou assistencialismo estatal? vamos acabar com a corrupção! mais amor, por favor!

A verdade crua é a seguinte: para transformar o mundo é necessário começar pela transformação de si mesmo.

Uma bela música que eu cantava na adolescência dizia “haja paz na Terra a começar em mim”. O maior mandamento cristão também diz: “ame a seu próximo como a si mesmo”. Se você é incapaz de se amar, de se desenvolver, de se aperfeiçoar, de se controlar, de dar o melhor de si para os outros, então é bem improvável ou ineficaz querer que o mundo seja diferente do que ele é.

Na prática, pude observar que a realidade é apenas um conjunto de conceitos e crenças na nossa mente. O mundo (o nosso mundo) se comporta conforme nossas crenças, nossos valores mais íntimos e profundos. Essas crenças e valores vão mudando ao longo da vida, e vão se moldando gradativamente conforme aquilo que nós mesmos “alimentamos”. As experiências pelas quais passamos são interpretadas por meio desse nosso conjunto de crenças e valores, os quais podemos chamar de “mindset”, ou configuração mental.

Duas pessoas com “mindsets” distintos podem passar pelas mesmas situações, pelas mesmas circunstâncias. Porém a interpretação dos eventos, a experiência individual será totalmente diferente uma da outra.

Simplificando: pode estar quente, pode estar frio, pode estar chovendo, pode estar seco, as sensações de bem-estar, paz e alegria (ou seus antagônicos, a tristeza, angústia e mal-estar) são uma realidade que está apenas na nossa cabeça e independe das circunstâncias.

O desafio é entender melhor como isso funciona, desenvolver “mindsets” adequados, assim podemos transformar a nós mesmos, termos uma vida abundante e plena, para então transformar o mundo.

Vem comigo!

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Alta Ansiedade – A Matemática do Caos

Vídeo

Ontem um colega estava comentando sua reflexão sobre a morte da raça humana, o fim do mundo, tudo do ponto de vista científico. Eu entendo que as pessoas tenham mais preocupação com o fim do mundo do que com a própria morte. Talvez seja um recurso da mente de desviar o foco de algo mais importante e impactante a curto prazo para algo a longo prazo. Penso que a isso também pode-se dar o nome de dissonância cognitiva.

No vídeo eu identifiquei algumas coisas que eu defendo:
1) o conhecimento – ciência – refere-se à capacidade de prever eventos, de controlar fenômenos;
2) à imprevisibilidade determinística dá-se o nome de caos;
3) o cientificismo se baseia nos princípios dos cientistas teístas do projeto inteligente de vários séculos atrás, os quais defendiam a ordem da natureza, que o mundo é uma máquina e há explicação para tudo, porém há quase dois séculos o cientificismo usa uma leitura naturalista, isto é, não houve projeto, mas tudo foi originado no caos;
4) pode-se imaginar então que uma leitura caótica do mundo, em vez de uma leitura da ordem, possa finalmente ser mais coerente com o naturalismo; mas chega-se a um beco sem saída: lidar com o caos implica em lidar com fé; lidar com a ordem implica em lidar com a razão. Se pela razão os homens anularam a fé, negando o paradoxo de que a ordem da razão implica num autor, ao partirem para o estudo do caos, chega-se à inevitável conclusão de que o caos exige fé.

Finalmente, defendo que a fé é o fundamento da razão. Esta se origina daquela e ambas se ajustam e se complementam.

O vídeo – de certa forma e indiretamente – destrói as bases do cientificismo e do racionalismo; a reflexão que ele gera será diferente para cada pessoa. Alguns pensarão nos efeitos ecológicos – pois esta é a abordagem do final do vídeo -, outros pensarão nos efeitos sociais e relacionais, pois há um viés comunitário de um homem que é incapaz de pagar seu aluguel, além de citação de M. Luther King; outros pensarão sob o viés econômico e político, a abordagem do liberalismo ou do estadismo; outros, como eu, lidarão de forma filosófica e religiosa. Também há aqueles que pensarão que o vídeo é mero blá blá blá inútil, pois a mensagem dita não gerou qualquer reflexão.

Uma resposta contrária ao Aborto

Fui motivado a elaborar o texto a seguir depois que vi que uma drª muito renomada e gabaritada pelo seu pós-doutorado em medicina, a qual difunde o assunto de Humanização do Parto, resolveu expor a defesa do aborto. 

Obviamente, como a questão do aborto é majoritariamente filosófica, não científica, não é essencial ter conhecimentos aprofundados na área médica ou biológica da gestação, ou do direito. 

No intuito de responder o tema que ela abordou em três postagens em seu blog, 

http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/09/igreja-catolica-na-ofensiva-contra-os.html 
http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/estima-se-emcerca-de-1-milhao-o-numero.html 

http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/09/igreja-catolica-na-ofensiva-contra-os.html 

redigi o texto que segue.

 

goo.gl/cHBTN

A crucificação de Neymar

Para entenderem a polêmica, tentarei resumir de forma bem clara.
A revista Placar, no intuito de defender o jogador Neymar contra as acusações de simular quedas em campo, publicou em sua edição de outubro de 2012 a seguinte capa.

Imagem

Acredito que a reação natural das pessoas ao verem tal foto é pensar na associação de Neymar com Jesus Cristo. Será?
Após as críticas, o diretor da revista fez a seguinte afirmação nessa notícia:
“Acho que pode haver a comparação porque Jesus Cristo foi o crucificado mais famoso, mas a nossa analogia é com a execução, como a crucificação como elemento histórico de execução pública”.

Segue, pois, a minha crítica e comentário Continuar lendo

Tempo de reconciliação

Sempre é tempo de reconciliar-se com Deus.

O ser humano é inimigo de Deus. Mas pode haver reconciliação.

Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus.
(2Co 5:19-20)